Nesta expressiva escultura, a santa africana Ifigênia é representada com um hábito de freira, consagrada a Deus. Não há descrição de como teriam sido as vestimentas de Ifigênia e suas 200 virgens seguidoras naquele monastério etíope. Aqui, o hábito de carmelita foi incorporado, pelo fato de ter sido consagrada como as freiras no período medieval e renascentista. O hábito consta de túnica, escapulário, touca e véu.
O atributo é a maquete da igreja, simbolizando a disseminação do cristianismo na Etiópia – e, quando em chamas, por ter sido seu monastério alvo do incêndio criminoso a mando do rei Hírtaco. A pintura é monocromática, com brancos mesclados ao preto. O resplendor é de prata marchetada e com uma pedra incrustada.
Em Ouro Preto, sua igreja está situada em local privilegiado na topografia acidentada da cidade de mineração. Segundo a lenda, foi financiada por Chico Rei e construída por escravos negros. Seu dia (6 de janeiro) é festejado com danças e costumes africanos, semelhantes àqueles do reinado do Rosário.