Sala 03 América Latina, Vitrine 05, Lado B, 1ª prateleira centro
Resumo descritivo
Escultura representando Deus como Pai Eterno, uma das três pessoas da Santíssima Trindade. À palavra “Trindade”, em um texto de Tertuliano, em 325, acrescentou-se o conceito de uno e trino, possibilitando representações diferentes daquelas antigas em que as três pessoas da Trindade eram corporificadas por três anjos recebidos junto a uma mesa com Abraão. As representações como três pessoas semelhantes geraram conflitos entre as igrejas do Oriente e do Ocidente, que passou a corporificar as três pessoas com pequenos acréscimos para distingui-las, como o Filho com o semblante mais jovem e o Espírito Santo com uma pomba no peito. Porém todos deveriam estar entronados, ricamente vestidos.
Nesta escultura, na qual se poderia considerar faltantes o Filho e o Espírito Santo, Deus Pai tem o atributo do globo encimado por uma cruz, símbolo da salvação do mundo pelo Filho. Com vestes solenes, o Pai abençoa o mundo por ele criado. O rosto não tem sinais de maior idade, como sugerido na maior parte das pinturas depois do Renascimento, em especial aquelas de Michelangelo na Capela Sistina (1504).