Número de registro
879
Denominação
Classificação/Tipologia
Movimentação
Tipo de movimentação
Exposição de longa duração
Local atual
Sala 03 América Latina, Parede
Resumo descritivo
Na iconografia do rei Davi, que matara o gigante Golias, ainda jovem, como na representação da escultura de Michelangelo Buonarroti, pouco se conhece como rei arrependido. É fato inusitado, pois a iconografia do rei David o coloca como guerreiro contra os filisteus e, em outras situações, tangendo harpa em louvor ao Senhor, como músico harpista. Porém, arrependido por ter enviado Urias para morrer na guerra e tomar para si a sua esposa, Bate Sebá.
Sua posição genuflexa, tendo a harpa aos pés, mostra um rei de Judá, penitente, pois o anjo que aparece entre nuvens mostra a ele os símbolos da penitência. O anjo o adverte com a mão direita, elevando o dedo e os olhos para o céu. Na mão esquerda, mostra o cilício penitencial – açoite com pontas na extremidade – e a caveira, símbolo da penitência e lembrança da ofensa que cometera. O rei morreu solitário, penitente e arrependido de seu ato.
A paisagem onde se encontra o rei David em oração lembra as paisagens de altos cumes nas Américas – o Cerro Rico de Potosí –, assim como os pássaros que buscam alimentos nas árvores. A harpa era o instrumento que Davi tangia para acalmar os nervos de Saul. Na Igreja de São Francisco, em Ouro Preto, o santo, Davi, está representado na pintura do forro, obra do mestre Ataíde, tangendo a harpa para a Virgem da Porciúncula. O dia de São Davi é celebrado em 29 de dezembro, e ele é padroeiro dos músicos.
Data de produção
Local de produção
Anotações do Colecionador
O Rey David canta, tocando sua harpa. O pequeno quadro mostra o "cerro rico" de Potosi. Arvores com passaros, um anjo com "memento mori". Moldura pintada, dourada
Bibliografia
RÉAU, Louis. Davi, rey de Israel. In: Iconografía del arte cristiano. Iconografía de los santos. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008. v. 3, t. 2, p. 373.